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O que devemos desaprender?



Desde muito jovens somos “incentivados” a estudar. Fazemos isso. Todas as fases da escola, preparatórios, vestibular, faculdade etc. Chega-se a uma profissão. Aliás, escolhe-se uma, às vezes, sem muita certeza. Em cada fase se descobre que a anterior era mais fácil (e éramos felizes e não sabíamos).


Quando chega o trabalho descobrimos que temos que estar sempre atualizados. Novamente a busca por estudos é necessária e não demora muito para percebermos que sempre vai ser assim. A corrida da vida nos cobra sempre esse movimento e o aprendizado é o caminho.


O Professor Vicente Falconi defende, entre muitas outras lições sobre gestão, que dentro de uma organização, uma pessoa deve ser constantemente desafiada a buscar conhecimentos novos. “O ser humano tem a capacidade de aprender um determinado número de coisas por dia, e não mais que essa quantidade. Portanto, um dia de aprendizado desperdiçado é irrecuperável, pois ninguém consegue ‘compensar’ o dia perdido”, considera o professor.


Talvez a melhor comparação para explicar isso seja aquela imagem da esteira rolante: ela representa sua evolução na vida ou seu progresso na carreira, por exemplo. Quando estamos aprendendo, estamos nos movimentando e a velocidade desse movimento aumenta conforme nossa capacitação aumenta. Rapidamente entendemos que se ficamos parados, sem a busca pelo aprendizado, somos levados para trás. Não dá para ficar parado descansando ou pensando muito em qual será o próximo passo. Aliás, para ficar parado, sem evoluir na carreira, devemos estar sempre em movimento. Que loucura.


Estamos, portanto, sempre precisando aprender.


O que mudou nos últimos tempos foi a velocidade da mudança. Ou para entender melhor, a velocidade da esteira. Agora ela está mais rápida do que nunca e está cada vez mais difícil acompanhá-la, ou seja, não estamos conseguindo aprender o suficiente para continuar na esteira sem sermos levados para trás.


“A certeza agora é a mudança. Mas mudar significa abrir mão de algo e ninguém quer sentir essa perda” - diz Walter Longo.


Walter é um profissional à frente de seu tempo. Suas palestras são sempre muito aplaudidas, em especial “Inovação na Comunicação” que mostra o impacto da revolução tecnológica no relacionamento com o consumidor. Em seu livro “Marketing e Comunicação na Era Pós-Digital – Editora HSM” ele dedica um capítulo ao que chama “aprender, desaprender, reaprender...”. Segundo ele, “os empreendedores de uma nova geração já entenderam a premissa básica dos novos tempos: quando a tecnologia entra no cenário dos negócios, a primeira providência é abrir a mente para ampliar sua capacidade de aprender, desaprender e reaprender,”


Como então desaprender? O que escolher para jogar fora e abrir caminho para o novo?


Acredito que o que constrói o conhecimento é a relação entre o que está sendo aprendido com o que já sabemos ou a experiência que já se tem. Ao mesmo tempo, é essa mesma relação que registra em nós os julgamentos e crenças que carregamos pela vida. Quando estamos viciados por nossos pré-julgamentos e crenças deixamos de construir novos conhecimentos.


Aquilo que já sabemos não pode sufocar o que precisamos aprender. Talvez seja isso que deva ser desaprendido!

Aprender a desaprender significa, portanto, evoluir, deixar crenças antigas e acreditar em novas verdades. Olhar o novo com novos olhos. Por que não?


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